Transportes urbanos do Recife 1

Transportes Urbanos do Recife – Parte 2 : de 1880 à 1900

TRANSPORTES URBANOS DO RECIFE- PARTE 2 - 1880 à 1900

Leia aqui a segunda parte de nossa matéria sobre a história dos transportes no Recife !!

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   Dando continuidade à matéria da última terça, dia 23/05/17, Vamos falar mais um pouco dos meios de transportes urbanos do Recife. Agora contemplando a partir de 1878. Os transportes de cargas foram, durante muitos anos, feitos por meio de escravos. Quando muito pesado, era impulsionado pelos mesmos negros, em pequenas carretas.   

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Teatro santa Isabel, e a Maxambomba.

 

 

 

  Assim, os escravos carregavam nas cabeças pianos para as casas dos abastados. Ou levavam também os famosos “tigres”. Baldes de excrementos que eram tirados das casas para ser esvaziados no Rio Capibaribe. Carregavam nas carretas as sacas de açúcar, tonéis de vinho e outras coisas mais pesadas.

 

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       Depois, para cargas, surgiram os carros de bois, típicos de Recife. Compridos e baixos, puxadas por um só boi com um sininho no pescoço. O condutor ia ao lado, com um chicotinho. Estas carroças existiram por quase meio século, desaparecendo por completo em 1905.
       Em 1878, já tínhamos a empresa LOCOMOTORA, de transportes e cargas. Eram carros abertos, puxados a quatro ou seis burros, sobre trilhos. Estes trilhos eram barras  de ferro em armações de pinho, que viviam quebrando com o peso das cargas, esburacando as ruas . Na época, havia muitas denúncias disto nos jornais locais.
      Um relato de um contemporâneo da LOCOMOTORA  diz que eram os carros guiados por um cocheiro com chicote. o cocheiro era acompanhado de alguns negros (para carga e descarga). O cocheiro gritava com os burros, para fazê-los subir nas ruas de mais difícil acesso do Bairro do Recife  ou pontes da cidade. A empresa durou pouco, fechando portas em 1881.

Transporte de Pessoas

   Para transporte de pessoas, havia a opção dos já citados ônibus a burro, desde 1850. havia também os  “trilhos urbanos”, ou trens de subúrbio, as MAXAMBOMBAS (machine pumps). Os ônibus a burro foram substituídos então, em 1870, por trilhos dos então BONDES A BURRO . Eles comportavam 30 passageiros, e corriam em trilhos metálicos baixos.
A empresa responsável pelos bondes , chamava-se PERNAMBUCO STREET. Estas novidades modificaram o Recife de então. Os primeiros bondes iam até a Estrada dos Remédios, e era fechados, por este motivo sendo chamados de “baús” pela população em geral.
    O primeiro desastre de bonde a burro, aconteceu na Rua Paissandu, perto da Estrada do Cajueiro (onde fica o HOSPITAL PORTUGUÊS). Uma criança vinha montada em um burrinho, que se espantou com o bonde e empinou. O garoto caiu sob as rodas do bonde e teve o pé decepado. Morreu dias depois, no hospital. Era o começo dos desastres relacionados a transportes no Recife.

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Quadrinho da HQ BOCA DE OURO (Rua do Imperador com a Pimeiro de Março- 1912)

    Os bondes da COMPANHIA FERRO-CARRIL DE PERNAMBUCO (como retratamos na HQ BOCA DE OURO ), empresa que substituiu a Pernambuco Street eram todos abertos e bastante arejados.  Como já mostramos nos textos anexos da HQ, os burros eram trocados de parelhas em paradas estratégicas nas Ruas Nova, Imperatriz e Benfica.
Em vários lugares da cidade, os trilhos da Ferro-Carril se cruzavam com os das Maxambombas. Estes cruzamentos eram sinalizados com faróis e bandeirolas.

   Para ajudar nos empacamentos de burros e cuidar da iluminação interna, a Ferro –Carril, a partir de 1910 começu a usar acumuladores elétricos ( antes, de carbureto). Por conta da novidade, os bondes passaram a ser conhecidos pela alcunha popular de “eletro-burros”.

Os Novos trilhos de uma Nova Era

    Uma outra curiosidade é a que, por falta de troco, os bondes distribuíam tickets assinados que valiam passagens, uma espécie de pré-vale transporte. Estes tickets levavamo nome de SAMPAIOS ou SANGAIOS, por conta do nome do gerente da empresa na época.

    Em 13 de maio de 1914 começaram a circular os primeiros bondes elétricos, na ocasião, desativaram os bondes a burro.  Os trilhos para bondes elétricos começaram a ser assentados em 1913. Neste período, tanto os transportes quanto pedestres sofreram  pelas interdições das ruas principais e suas passagens elegantes de tráfego.

 

   Na próxima postagem, a terceira parte de nossa matéria. Acompanhe os transportes públicos e a entrada do novo século. Recife cresce e precisa de novos e mais rápidos bondes. Próxima terça, dia 06- 06- 17, aguarde!

 

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