Os Três Navios Gregos de Noronha 0

Os Três Navios Gregos de Noronha

Conta-se que três barcos da Grécia encontraram seu destino final nas praias de Fernando de Noronha. Esta é a história deste navios, e o que aconteceu à eles.

Os Três Navios Gregos de Noronha

Os Três Navios Gregos de Noronha não são apenas uma lenda, mas também algo real. O primeiro dos barcos fora surpreendido pela maré inclemente.Naufragou em uma tremenda tempestade, surpreendido pelo forte noroeste. Buscando guarida na chamada enseada de Santo Antônio de Noronha, ali parou, mas foi arremessado pelas ondas nos rochedos. A tragédia tirou a vida de todos os marinheiros e tripulantes, uma tragédia.

  Em um segundo momento, mais tarde, outro navio , também fugindo de terrível vendaval,  juntou-se ao primeiro. Quase nada é conhecido da catástrofe, mas este navio também soçobrou e foi arremessado aos rochedos, bem próximo ao primeiro. Alguns aventuram dizer que era da mesma companhia, investigando o sumiço do primeiro navio.

   O terceiro navio grego, cheio de louças e porcelanas, afundou do outro lado da ilha, nas proximidades da Praia de Atalaia. Também morreram todos, carregando para o fundo do mar seus segredos misteriosos...

 Abandoados por anos e anos, os navios foram roubados. Era quase um ato oficial local  recorrer aos navios nas necessidades materiais de Noronha enquanto ilha-prisão. Queimou-se carvão, extraído dos depósitos submersos. Peças de motores, máquinas, roldanas, chapas metálicas,  tudo era subtraído das três naus e levadas à superfície, para fins diversos. Em qualquer necessidade, os próprios diretores do presídio mandavam os presos buscarem suprimentos nos três navios naufragados. Era a busca por melhorias da vida dura que levavam, prisioneiros e guardas, dentro da ilha.

   Os navios  ajudaram bastante a todos que neles procuravam, eram como verdadeiros milagres que chegaram à Noronha.

 

Os Três Navios Naufragados de Noronha : Fatos Reais.

Esta história foi contada pelos antigos habitantes da Ilha, e recolhida em 1942 pelo então Major Campos  Aragão,  do Regimento de Artilharia Antiaérea.  Publicada a posteriori na obra “Guardando Céu nos Trópicos”

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Em 1929, o cargueiro grego Eleani Stathatos foi lançado contra as pedras ao sul da ilha, e com dois enormes buracos no casco, chegou à baía de Santo Antônio, de onde não  saiu.

Alguns afirmam que este nafrágio foi proposital, por seguro. Trazia o navio uma imensa quantidade de material para a construção de uma estarda de ferro na Argentina , e outros materias de valor, com um excelente seguro de respaldo. A nau ficou encalhada a poucos metros da praia, com os ferros na direção do mar. Algumas pessoas tiveram a ideia na ocasião de criar com aquilo um cais que facilitasse os problemas de aportamento em Fernando de Noronha, mas não chegaram a uma decisão , e o navio acabou por afundar por completo.

 Nove anos depois, os outros dois navios gregos tiveram a mesma sorte. Afundaram em Noronha no ano de 1937. Primeiro, foi o navio Maria, que sofrendo um incêndio interno, naufragou no mês de junho. A 2 de julho, foi a vez do Themone, carregando a louça e afundando na praia do Atalaia .

   A pilhagem dos navios realmente aconteceu, e foi terrível. Os três navios gregos de Noronha foram saqueados. O pouco que ficou, jaz no fundo do mar, guardando os terríveis segredos. Foi por ganância,  por desejar o altíssimo seguro, que as empresas sabotaram suas naves, matando assim toda a tripulação de três navios? Ou o mar cobrou seu preço de sangue?

O fato é que os três navios naufragados de Noronha lá jazem, ao fundo, no cemitério de navios que abriga outros, de tantas eras, que ali encontraram o fim.

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