O Gigante da meia-Noite 1

O Gigante da Meia-Noite de Fernando de Noronha

A lenda do hercúleo pescador que aparece nas noites de fernando de Noronha: Conheça aqui a história de " O Gigante da Meia-Noite"

Vamos falar deste ser misterioso e de mais alguns casos de gigantes lendários. Leia aqui!

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    Esta história , ou lenda, é contada pelos antigos convictos de Noronha, na época em que a ilha era presídio. Certas noites, próximo ao chamado "Pesqueiro da Sapata, aparece um homem gigantesco. Usando um enorme chapéu negro desabando sobre o rosto, ele traz um samburá cheio de sardinhas brilhantes.
suas pisadas ao chão trazem o pavor ao coração de quem as escuta. É o gigante da Meia-Noite.
    ele chega sem falar com ninguém, sem se apresentar ou pedir licença. Silenciosamente, tira a sardinha do samburá e a coloca na ponta do enorme anzol. Joga a linha na água e logo, o peixe fisga.
    Os pescadores sabem que, quando o gigante começa a pescar, mais ninguém o faz. Se algum outro pescador consegue pescar um peixe, o mesmo começa a crescer e crescer, como um balão de aniversário e estoura, desaparecendo no ar. Aquela noite é perdida para a pesca , e apenas o gigantesco pescador é feliz na sua intentada. Quando consegue fisgar cerca de dez grandes Xaréus, ele desaparece no ar, como um fantasma.
    Uma certa vez, um grupo de pescadotes destemidos resolveu seguir ao gigante do chapéu negro. Depois de subir à montanha, o monstruoso ser andava devagar, enquanto os detentos corriam ao seu encalço. Cada passada lenta do gigante era commo que duzentos, trezentos metros para um humano normal. Era praticamente impossível alcançá-lo. Ao chegarem próximo da casa-grande do Sueste, o ser desapareceu, arrepiando de medo àqueles que ousaram segui-lo.

O Gigante da Meia-Noite e a Casa Grande do Sueste - E Algumas Curiosidades.

   
      A chamada Casa Grande do Sueste  é uma construção enorme, igual uma fortaleza. Dizem que lá morreram mais de 18 beribéricos, e a casa por este motivo, ficou mal- assombrada. Foi a partir desta época que começou a nascer, ao redor dela, uma planta chamada "espinho de corona", com um veneno equivalente ao produzido pela família Bórgia. Muitas pessoas em Noronha pereceram, por tocar neste espinho fatal.
       Esta casa, dizem ser a moradia do Gigante da Meia-Noite. Lá, ao som de uma orquestra de duendes, ele dança com os fantasmas, e o som produzido chega a abalar as estruturas da enorme fortaleza.
      Esta lenda foi recolhida em 1938 por Olavo Dantas, e publicada no seu livro "Sob o Céu dos Trópicos".
      Algumas coisas do relato são realidade, não apenas fruto do imaginário. A primeira, se trata da planta "espinho de corona",  que teria nascido e proliferado bastante na região ao redor da casa. É uma erva daninha que impede a plantação de crescer, e já foi inclusive usada como combustível para fabrico de cal.
      Uma outra é a morte dos 18 beribéricos. Por conta da doença (beribéri), houve um surto, e a necessidade de isolar doentes. A Casa Grande do Sueste era a casa de veraneio da família de comandantes do presídio, e por ser bastante distante do núcleo urbano, foi escolhida para colônia de isolamento dos portadores de beribéri.
      Segundo o Dr Orlando Parahym, a região ao redor da casa era propícia para a cura da doença. Muitos relatos de assombrações são ligados à construção, e ossos humanos foram encontrados por lá, o que reforça a fama de lugar assombrado.

Outros Gigantes da Mitologia Folclórica Mundial

   O termo "GIGANTE" de origem grega, tem relação com os nascidos da terra, ou prole de GAIA. Mas existe relatos de lendas e histórias de seres gigantescos dentro e fora de Grécia e Roma. Há relatos dentro da Bíblia onde os "filhos de Deus" (ou Nephilin), se uniram às filhas dos homens.
    Na mitologia celta, Balor do Olho Maligno era o rei dos Fomorianos, gigantes que habitava a ilha Tory. Balor tinha um olho no centro de sua testa e outro no centro da nuca, e por isso ninguém era capaz de se aproximar dele sorrateiramente por trás. Por uma profecia, ele seria morto pelo neto, então o gigante trancou a própria filha em uma torre. Um poderoso guerreirode nome Cian lá entrou, e engravidou a moça. Nasceram trigêmeos, que foram lançados ao mar pelo avô, mas um se salvou, de nome LUGH. Este, cumpriu a profecia e cortou a cabeça do avô.
    Hiranyakashipu, gigante Hindu, é descrito como um dos Asuras, um grupo de divindades sedentas por poder, muitas vezes consideradas pecadoras ou materialistas. Tinha um irmão mais novo que foi morto por Vishnu. Para se vingar, pede poderes à Brahma. Ele pede a imortalidade, mas Brahma nega. Pede então o dom de não poder ser morto por humanos, armas ou animais que caminhem sobre a terra.
    Temos ainda Fafner (gigante nórdico), que se indispôs com Wotan e Frey; Polifemo, o cíclope grego que desafia a inteligência de Ulisses. Também o santo cristão São Cristóvão, que possuía 2 metros e 30 de altura, o Adão islâmico de 30 metros e mesmo o famoso Golias, morto por Davi.

O Gigante da meia-Noite 2

Na literatura, o gigante GARGÂNTUA, de Rabelais.

Gigantes no Folclore Brasileiro

    Na mitologia folclórica brasileira temos o chamado "Ciclo dos monstros", como bem definido por Câmara Cascudo, e nele temos o gigante GORJALA. O nome origina de gorjal, garganta. Possui uma bocarra faminta, e a exemplo de Polifemo, ele se alimenta de pessoas, que engole aos pares. Grande, maior que as montanhas, preto e feio, ele vaga atrás das vítimas.
    Na Amazônia temos o gigantesco VOTU, com 4 ou 5 metros de altura e de temperamento violento com aqueles que profanam e destroem as matas, fauna e flora. Em Minas Gerais, temos o ARRANCA-LÍNGUA,  que toma a forma de um símio gigante, tal um King Kong, que aparentemente se alimenta de línguas de animais.
  

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 E até o próximo encontro assombrado!

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